terça-feira, 8 de outubro de 2013

Minirreforma Eleitoral

Tanto se deseja uma Reforma Política - ou Eleitoral, como preferir - no Brasil. Há anos se debate na Câmara dos Deputados, sob a relatoria de Henrique Fontana. O incansável relator já tem seu texto pronto, porém jamais conseguiu colocar em votação no plenário da Casa. A mais importante medidas que está em seu relatório é o financiamento público de campanha. 

O que mais se ataca no sistema político nacional é a corrupção e, adivinhem só, sobra para quem? Para quem se deixa corromper. É lamentável! Corruptores, os donos do capital - como Carlinhos Cachoeira - não são tão visados pela mídia, seguindo a isso a sociedade pouco se abala. 

Carlinhos Cachoeira
O financiamento público não só acabaria com o ativismo ilegal como o de Cachoeira, como os 'legais', porém desprovidos de qualquer moralidade, como os dos bancos, de grande agricultores e dos conglomerados comerciais. Se um cidadão contribui com míseros 30 reais para uma campanha, essas pessoas jurídicas colaboram com 5 milhões, digamos. A serviço de quem estarão os eleitos estarão?

Tem muita gente reclamando que já paga tanta coisa, sustenta políticos que não fazem nada, partidos corrompidos, e que não estaria disposto a custear a campanha das pessoas que só trazem mazelas para o país. Não é de se espantar! Temos o lobby das grandes empresas interessadas apenas no seu bem, as quais anunciam nos veículos de comunicação, sustentando-os. Que conclusão se tira disso? É apenas a de sustentar tal pensamento discorrido no início desse parágrafo.

Das manifestações de rua, tirou-se dentre vários tópicos de insatisfação a questão de reforma política. E vejam só qual foi a medida adota pelo governo: plebiscito. Isso quer dizer que quem foi às ruas manifestar, iria decidir como o sistema eleitoral do país iria funcionar. Qual foi a medida tomada pela mídia? Arruinar a proposta. Conseguiram tornar a autonomia do povo e um apoio ao movimento popular como algo negativo; ou seja: quem brigou por mudança jamais teria condições de pensar em um novo modelo político-eleitoral. E é sério, muitos acreditaram nisso! A mídia conseguiu devastar a proposta, acabaram-se as manifestações e se aprovou no congresso uma minirreforma.

Cabe um parabéns às pessoas que foram às ruas e recusaram o poder de decidir por si!

Henrique Fontana e Cândido Vaccarezza
O governo foi sabotado por sua base, até um dos integrantes da bancada do partido majoritário da coalizão aderiu ao movimento anti-popular e se tornou o coordenador da comissão parlamentar para discutir a reforma política. Vale dizer que ele, Cândido Vaccarezza, foi o primeiro líder do governo nessa legislatura! Articulou para que a proposta de intervenção popular na política fosse derrubada.

Henrique Fontana, dedicado em sua missão, não integrou a comissão, seu projeto continua nos arquivos mofados da Câmara. A proposta coordenada por Vaccarezza foi aceita, o senado aprovou e ela valerá para as próximas eleições. O pleito será marcado por corruptores financiando políticos e tudo será como sempre foi. Simples assim!

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